O resumo
- Os apps trazem cliente novo; o pedido direto é onde a margem fica com você.
- Pedido anotado à mão no WhatsApp não escala: o cliente precisa de um link para montar o pedido sozinho.
- Divulgue o link onde o cliente já fala com você e dê um motivo para ele voltar: cupom, selos ou cashback.
Por que ter um canal próprio
Nos apps de delivery, uma parte de cada venda fica com a plataforma: no iFood, as comissões de referência vão de 12% a 23%, mais a taxa de pagamento online. Em troca, o app traz gente que ainda não conhece o seu restaurante.
Quem já conhece e gosta não precisa do app para te achar. Quando esse cliente pede direto, a comissão não existe, e você fica com o contato dele para chamar de novo. A ideia não é sair dos apps: é fazer o cliente fiel pedir pelo seu canal.
Se quiser entender quanto a comissão pesa no preço, veja o guia de preço no iFood.
Por que não anotar pedido no WhatsApp
Receber pedido por mensagem funciona com poucos clientes. No pico, vira problema: alguém precisa responder, mandar o cardápio, somar o total, perguntar o endereço e o troco, e passar tudo para a cozinha. Pedido some na conversa e o cliente espera.
Com um link de pedidos, o cliente vê o cardápio com fotos e preços, escolhe os complementos, informa o endereço pelo CEP, vê a taxa de entrega do bairro e paga. O pedido chega pronto, sem ninguém digitar nada.
O que o link de pedidos precisa ter
- Cardápio com fotos e complementos, igual ao do app, para o cliente não sentir falta de nada.
- Entrega por bairro, com taxa e tempo de cada um, pedido mínimo e opção de retirada.
- Pagamento online por Pix e cartão, com o dinheiro caindo na conta da loja, além de dinheiro com troco e maquininha na entrega.
- Horário de funcionamento: fora do horário, o cliente vê o cardápio, mas não consegue pedir.
- Acompanhamento do pedido, para o cliente não precisar mandar mensagem perguntando.
Onde divulgar
- Instagram: o link na bio, nos stories e nos destaques. Todo post de produto pode terminar com "peça pelo link da bio".
- WhatsApp Business: o link na mensagem de saudação e na de ausência, no status e no catálogo do perfil.
- No balcão e na mesa: um QR Code impresso no caixa, no cardápio da mesa e nos panfletos.
- No Google: o link no perfil do restaurante no Google, no campo de site ou de pedidos.
Antes de colocar qualquer material nos pedidos que saem pelos apps, confira as regras de cada app para isso.
Dê um motivo para voltar
- Cupom de primeira compra: um desconto ou frete grátis que vale só no primeiro pedido pelo link.
- Cartão de selos: a cada tantos pedidos, um prêmio. Funciona bem para quem pede toda semana.
- Cashback: uma parte de cada pedido volta como saldo para o próximo, com prazo para usar.
Comece com uma coisa só e veja se os pedidos diretos crescem antes de juntar tudo.
Tudo no mesmo quadro
O pedido direto só vale a pena se não der mais trabalho. Na Pino, o cardápio digital é um link com a cara do seu restaurante, sem taxa por pedido, e o pedido cai no mesmo quadro de pedidos do iFood, da 99Food e do balcão. Cupons, selos e cashback já vêm prontos.
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